terça-feira, 28 de abril de 2015

Prefeito Médico, Secretário Médico; Saúde Debilitada = Incompetência

MPF encontra irregularidades em hospital de SFI.


segunda-feira, 27 de abril de 2015 
MPF SFI

Em prosseguimento à série de visitas para fiscalização nos hospitais da rede pública da região, com o objetivo de verificar possíveis irregularidades, o Ministério Público Federal realizou na tarde desta segunda-feira (27) uma inspeção no Hospital Manoel Carola, em São Francisco de Itabapoana.  Várias irregularidades foram encontradas no livro de assinaturas dos plantonistas. Os agentes apuraram que alguns médicos assinaram de forma antecipada o livro de ponto. Na farmácia do hospital, medicamentos básicos também não foram encontrados.
Em nota enviada ao Campos 24 Horas, a prefeitura informa que “Cientes do ocorrido, a prefeitura, por intermédio da procuradoria geral do município, já está investigando o caso e tomará as devidas providências acerca do fato. É importante ressaltar que a prefeitura deste munícípio não concorda com atividades e procedimentos irregulares e/ou ilícitos de funcionários e gestores dentro e fora de suas sedes; uma vez que preza pelo bom funcionamento de suas unidades e excelência no atendimento aos seus munícipes. O caso será devidamente investigado tanto pela direção do Hospital quanto pelo MPF”


Fonte: Campos 24 Horas.

Missão Cumprida!!!

MPF faz vistoria no HGG e encontra obras de melhorias e farmácia abastecida.


terça-feira,  28 de abril de 2015    –     Foto: Filipe Lemos / Campos 24 HorasMPF4

Em prosseguimento à série de visitas para fiscalização nos hospitais da rede pública da região, com o objetivo de verificar possíveis irregularidades, o Ministério Público Federal realiza na tarde desta terça-feira (28) uma inspeção no Hospital Geral de Guarus(HGG). Os agentes verificaram, inicialmente, as escalas de serviço dos médicos e enfermeiros da unidade e as folhas de ponto, além das condições de atendimento dos pacientes.

Os agentes encontraram obras de melhorias, que envolvem a reforma da pediatria e da emergência. O vice-presidente da Fundação Municipal de Saúde, Filipe Mocaiber, acompanha a inspeção. Ele falou por telefone com a redação do Campos 24 Horas.

“Os agentes encontraram escalas completas, ponto eletrônico em fase de implantação,  farmácia abastecida e laboratório em pleno funcionamento, além de um livro de frequência.  Ao final da inspeção, saberemos os questionamentos que serão feitos à Fundação de Saúde”,  disse Filipe Mocaiber.

Um procedimento da enfermagem teria sido o ponto negativo da inspeção. Roupas usadas nas camas e macas da emergência teriam sido encontradas em um banheiro. Os agentes teriam solicitado que fossem colocadas em um local apropriado.  

Os agentes também se deparam com uma grande quantidade de pessoas sendo atendidas na emergência, setor em que iniciaram a inspeção.

Relembre: Procurador explica fiscalização
Procurador Eduardo Oliveira 2

O  Ministério Público Federal (MPF) em Campos fez uma visita  de inspeção em duas unidades de saúde da rede pública na cidade. A mesma ação ocorrerá em outros municípios da região. A exemplo de Campos, gestores de unidades hospitalares da região que recebem verba do Sistema Único de Saúde(SUS) receberam ofício do MPF para informar, inicialmente, como é feito o controle dos médicos.

Em Campos, inicialmente, o MPF realizou a inspeção no Hospital São José, em Goitacazes, e na Unidade Pré-hospitalar de Travessão. Durante uma coletiva de imprensa, concedida na tarde desta quarta-feira(22), o  procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, responsável pela ação, falou sobre os ofícios emitidos aos gestores da saúde na região e as primeiras visitas de inspeção.

“O  objetivo inicial é  conhecer a situação das unidades. A partir de então, mandamos ofícios para toda região que está sobre nossa atribuição, para saber exatamente como era feito o controle dos médicos. Instauramos em maio de 2014 um inquérito civil que partiu através de uma denúncia de uma pessoa via internet que dava conta de que os médicos em Travessão não estariam cumprindo a jornada de trabalho e assinando ponto”, destacou o procurador, que acrescentou.

“Obviamente, que a partir dessa investigação nós se deparamos com outras que hoje são também objeto de investigações. Como as condições que as pessoas são atendidas em hospitais e postos de saúde”.

Eduardo Oliveira afirma que algumas irregularidades já foram constatadasProcurador Eduardo Oliveira 2204 2

“Depois do envio de todos os ofícios, constatamos algumas irregularidades. Iniciamos na segunda-feira, uma ordem de inspeção física. Enviamos os agentes aos locais para podermos saber o que está acontecendo. Além de termos encontrado irregularidades nos controles de ponto dos médicos, o número de médicos  também não é correspondente ao previsto”, ressalta o procurador Eduardo Oliveira.

“Nossa proposta é a adoção de ponto eletrônico, com o sistema biométrico, que está mais seguro e dificulta qualquer tipo de fraude”, finalizou.

FMS anuncia medidas.
 A Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou nesta quarta-feira que ainda não recebeu nenhum documento oficial do Ministério Público Federal sobre a visita em suas unidades, mas esclarece que as necessidades de melhorias já foram identificadas e estão sendo sanadas com as obras que estão em execução tanto na Unidade Pré-Hospitalar São José quanto na Unidade Pré-Hospitalar Travessão.

Além disso, outras medidas administrativas estão sendo implantadas, como o sistema biométrico de controle de acesso e ponto dos servidores do Hospital Ferreira Machado, já instalado. As catracas e relógios estão em funcionamento, mas em fase de teste. O mesmo sistema também está sendo instalado no Hospital Geral de Guarus e na sequência nas Unidades Pré-Hospitalares da FMS. Mas uma portaria da presidência, publicada m diário oficial determina que as escalas dos profissionais sejam afixadas em local visível, justamente para que população saiba exatamente como deverá ser o atendimento.

Sobre a infraestrutura, vale ressaltar que a Prefeitura Municipal de Campos está investindo cerca de R$ 3,5 milhões nas obras de reforma e ampliação da Unidade Pré-Hospitalar de Travessão. A nova unidade terá sala de mal súbito para atendimento emergencial; rampa para acesso ao segundo pavimento, e 13 consultórios, sendo dois pediátricos com banheiro; um ginecológico também com banheiro, três odontológicos, sete consultórios para consultas gerais e outras áreas como leitos de observação masculinos, femininos e pediátricos.

Hoje a UPH de Travessão está funcionando em um lugar provisório até que as obras estejam encerradas e a atitude tomada foi justamente para não descontinuar o serviço. Uma equipe técnica já vistoriou a unidade hoje e as medidas corretivas já começaram a ser tomadas.

O atual prédio da Unidade Pré-Hospitalar São José passou por reparos, mas justamente por entender que ele não atende mais com a qualidade de estrutura que a população merece é que uma nova unidade está sendo construída até o final do ano será transformada em referência na prestação de serviços aos usuários de Goytacazes, Donana, Tocos e de toda a Baixada Campista.

A nova Unidade Pré-Hospitalar da Baixada contará com novos leitos de observação, salas para mamografia, higienização, gesso, Raios-X, endoscopia, eletrocardiograma, cardiologia, odontologia e reanimação, unidade intermediária, nebulização, observação pediátrica, observação feminina e masculina, espera (ambulatorial, curativos, Raios-X, gesso e geral), arquivo, sanitários masculino e feminino.




Fonte:Campos 24 Horas.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Que se Cumpra!!!

PSF: Presidente do TJ/RJ se declara incompetente para apreciar pedido de suspensão da liminar

Como divulgado pela Folha (aqui), a Prefeitura de Campos havia interposto pedido de suspensão da liminar proferida pela 2ª vara cível de Campos dos Goytacazes, perante a Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Hoje, o Presidente do Tribunal, Desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, declarou sua incompetência para apreciar o pedido, argumentando que tal competência seria dos Tribunais Superiores, em Brasília, pelo fato do Agravo de instrumento que havia mantido a decisão liminar já ter sido julgado pelo TJ/RJ. 
Com isso, ficam mantidos, ao menos por ora, os efeitos da liminar que determinou a nomeação de todos os candidatos aprovados no concursado realizado pelo município. Vejamos agora quais serão os próximos capítulos dessa novela sem fim.
Fonte:Folha da Manhã

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Prestando Contas!!!

Sugestão de Garotinho ao Senado permitirá que municípios mantenham investimentos

terça-feira, 31 de março de 2015 


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 O secretário Municipal de Governo, Anthony Garotinho, participou da sessão da Câmara de Vereadores nesta terça-feira (31) e explicou a sugestão que apresentou ao Senado, alterando a Resolução 43 da Casa. Segundo a proposta, estados e municípios que sofreram redução de receitas dos royalties poderão antecipá-las nos exercícios de 2015 e 2016. A proposta foi encaminhada à Comissão de Assuntos Econômicos (Cae) pelos senadores Marcelo Crivella (RJ) e Rose de Freitas (ES). Os parlamentares acataram a sugestão do Secretário de Governo durante uma audiência em Brasília.

A alteração da Resolução 43 permitirá que o município vá ao mercado e contraia um empréstimo, desde que o recurso seja buscado em bancos privados, segundo exigência do Ministro da Fazenda, Joaquim Levy. De acordo com Garotinho, o presidente do Cae, senador Delcide Amaral (MS), informou que logo após a Semana Santa, o projeto de resolução deverá ser apreciado, aprovado e, em seguida, promulgado. A medida beneficia estados produtores de petróleo – Rio de Janeiro, Espírito Santo, os do Nordeste e outros.
– Isso salva os municípios sem comprometer o futuro. É uma contribuição importante que Campos está dando e garante aos municípios a continuidade dos investimentos – destacou o Secretário de Governo de Campos. Ainda segundo a proposta, até o equivalente a 40% e 60% das perdas estimadas para este ano e o próximo, deverão ser usadas no mesmo exercício e em saúde e educação, respectivamente.
Além disso, durante sua participação na sessão da Câmara de Vereadores, Garotinho respondeu a perguntas dos parlamentares relacionadas a Prefeitura de Campos. Todos os vereadores tiveram a oportunidade de fazerem perguntas que foram prontamente respondidas pelo Secretário de Governo.
Fonte: Campos 24 Horas

Redução nos Ovos!!!

Preço de ovos de Páscoa cai 25%





























A segunda pesquisa da Secretaria Municipal de Defesa do Consumidor (Procon-Campos) sobre o preço dos ovos de Páscoa apontou redução nos valores. O levantamento foi realizado nos dias 28 e 30 de março nos mercados de Campos. Segundo o Procon, em relação à pesquisa anterior, os preços tiveram queda de cerca de 25%.
A secretária Rosangela Tavares ressaltou que as pesquisas ajudam os consumidores a economizar. O órgão verificou que o mesmo produto chega a ter 23% de variação no preço, dependendo do estabelecimento.
- Os fornecedores estão promovendo uma competição que é saudável para os consumidores. Nestes últimos momentos são boas as ofertas, com a finalidade de acabar com os estoques. Cabe ao consumidor fazer uma boa pesquisa e também verificar a qualidade desses produtos. O consumidor é livre para comprar onde desejar, mas com a tabela do Procon-Campos, ele conhece antecipadamente as melhores ofertas e pode fazer uma boa economia – destaca a secretária de Defesa do Consumidor.
O Procon alerta ainda que, na semana da Páscoa, podem ocorrer promoções, mas os produtos podem já não ter a mesma qualidade, em função da exposição nos balcões e gôndolas.
Fonte: Folha da manhã.



terça-feira, 10 de março de 2015

Falta de Educação!!!

segunda-feira, 9 de março de 2015

Vereadora Yara Cíntia fez graves denuncias contra a Secretaria de Educação em São Francisco



“Com mais de 49 milhões aprovados para a Educação; está faltando professores, pessoal de apoio; livros, cadernos, lápis e até borracha”Yara Cíntia.

Na Sessão Plenária da terça-feira (03/03), a vereadora Yara Cíntia(PMDB) denunciou o descaso que está acontecendo com as escolas do Município. Segundo ela, faltam professores, pessoal de apoio; livros, cadernos lápis e até borrachas. Ela afirma ainda que foi aprovado pela Câmara um orçamento para a educação para 2015, superior à  49 milhões de reais.
Yara cita como exemplo, a escola Modelo no centro da cidade, recém-construída pelo Governo do Estado e repassada ao Município. Em entrevista ao blog, afirmou que visitou a escola modelo 2 vezes este ano, e encontrou no turno da manhã; 11 turmas com mais de 30 alunos cada, e a escola faltando professores e pessoal de apoio para cuidar das crianças, da limpeza e da merenda “ Isso está acontecendo em toda a rede. Tem professores competentes no Município que estão parados, e  não são contratados por questões políticas” alfineta.
Perguntada sobre o posicionamento dos demais vereadores, Yara afirmou que eles já tem conhecimento do caso. “Convidei em plenário e volto a convidar publicamente os meus colegas vereadores para me acompanharem em uma visita as escolas, principalmente do 2º seguimento, que eles vão ver alunos sem nenhuma aula, parados no pátio; cadê o planejamento da Secretaria? Porque não tem professores, pois dinheiro não falta.” questiona Yara.
A vereadora disse ainda que a situação é muito mais grave, pois além da falta de professores; os alunos não estão recebendo material escolar “Não tem lápis, não tem caderno e nem uma simples borracha. Como que uma criança pode estudar assim, isso é lamentável” Desabafa a vereadora.
A falta de manutenção nas escolas e a falta até de diretores foi outra reclamação da parlamentar. Segundo ela,  escolas estão funcionando sem comando, como é o caso da Escola Julio Miranda, na Localidade de Bom Jardim, que até o dia 3 de março, dia da denuncia na Câmara, ainda estava sem Diretor. “No inicio do governo se falava que estava arrumando a casa; se passaram 2013, 2014 e chegamos a 2015, será que ainda estão arrumando a casa?” Questiona a parlamentar.

    Finalizando a entrevista, a vereadora que está exercendo o seu primeiro mandato; mandou um recado “Eu quero que o Prefeito Pedrinho Cherene e a Secretária de Educação Senhora Kátia saibam que eu realmente estou atenta ao que está acontecendo no Município” Finalizou a vereadora.

Outro que também criticou a Educação, na reunião do dia 3 de março, foi o vereador Pachola(PSC). Segundo Yara Cintia, o seu colega também questionou a falta de professores. “Segundo ele, em Travessão de Barra, onde um sobrinho dele estuda, não tem professores na escola municipal”. Ela disse ainda que Pachola teria também questionado os quase 50 milhões aprovados pela Câmara para investimentos na educação, e cobrou uma solução imediata para o caso.
As pessoas citadas na matéria, inclusive os vereadores, tem o espaço no blog para responder sobre o assunto, caso entendam necessário.

Fonte: Blog do Carlos Jorge.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O investimento de 10% do PIB em educação pode não surtir o efeito desejado, caso o ensino brasileiro não se liberte da doutrinação que o assola, como defende a ONG Escola Sem Partido, que realiza o primeiro congresso a tratar do tema.

Caso a educação pudesse ser feita apenas com dinheiro, sem dúvida, o Brasil teria um ensino de Primeiro Mundo. Com a promulgação pela presidente Dilma Rousseff do Plano Nacional de Educação (Lei Federal 13.005), em 25 de junho último, o Brasil terá de aplicar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, o que significa uma soma anual de R$ 484 bilhões, considerando o PIB de 2013, segundo o IBGE. Hoje, o País investe 5,8% do PIB em educação e, a partir do quinto ano de vigência do plano, isto é, em 2019, esse investimento terá de ser de 7%, alcançando os 10% no final da vigência do plano, em 2024.

Com os 5,8% que já investe na educação, o Brasil desponta como um dos países que mais investem no setor. Segundo reportagem da “Folha de S. Paulo”, publicada em 5 de junho, “entre os países com maior peso na renda mundial, reunidos no G-20, os desembolsos com a educação variam de 2,8%, na Indonésia, a 6,3% do PIB no Reino Unido, de acordo com a ONU”. Ou seja, o Brasil já está próximo do topo do investimento e, com os 10% do PIB para a educação, tende a se isolar na liderança entre as grandes economias, ficando atrás apenas de nações diminutas, como Lesoto, que lidera investindo 13% do PIB, ou de Cuba, cujas estatísticas sociais – jamais fiscalizadas a sério pela ONU – são tão confiáveis quanto uma nota de 3 reais.
O comprometimento desse porcentual do PIB no ensino foi a grande bandeira da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, liderada pelo ex-líder estudantil Daniel Cara, com uma vasta rede de apoiadores nacionais e internacionais, que vão desde a ONG ActionAid, presente em mais de 40 países, até a Unesco e o Unicef, organismos da ONU para a educação, a cultura e a criança, passando pela Open Society do megainvestidor Georges Soros. Essa medida irá salvar a educação brasileira? A resposta é não. Nas condições em que se encontra o ensino no País, investir 10% do PIB em educação é quase jogar sal em carne podre. E uma das razões para se considerar esse gasto um desperdício e não um investimento é, sem dúvida, o viés ideológico da educação brasileira.
O próprio Plano Nacional de Educação é um sintoma da doutrinação que impera nas escolas do País, tanto públicas quanto privadas. A Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que sustentou a luta pela aprovação do plano e dos 10% do PIB, é muito mais do que a face de Daniel Cara, fartamente entrevistado pela imprensa como líder do movimento. Seu comitê diretivo conta com 11 entidades, entre elas o Centro de Cultura Luiz Freire, um grupo de esquerda radical de Pernambuco, sediado em Olinda, que defende o controle social dos meios de comunicação, e até o indefectível MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), com 2 mil es­colas em seus assentamentos e a­campamentos, nas quais oferece uma educação à moda cubana, tendo Che Guevara como modelo.
Universidades viraram incubadoras de minorias
Hoje, muitos movimentos sociais não surgem espontaneamente – são fomentados ou até criados pelas universidades, que se tornaram verdadeiras incubadoras de minorias. Na maior parte dos casos, de forma culposa, em decorrência de uma pregação ideológica geral, mas, em alguns casos, de modo doloso, por meio da organização institucional desses movimentos, que contam até com financiamento público, geralmente com verbas destinadas à pesquisa e à extensão universitária.
É o caso, por exemplo, do Centro de Difu­são do Comunismo da Uni­ver­si­dade Federal de Ouro Preto (MG), um programa de extensão vin­culado ao Curso de Serviço Social da universidade, que oferecia bolsas de pesquisas para os alunos participantes de suas atividades de militância política contra o capitalismo.
Apesar de declarar que “não é um programa acadêmico com objetivos político-partidários”, o Centro de Difusão do Comunismo afirma que seu objetivo é “desenvolver o trabalho de ensino, pesquisa e extensão a partir da perspectiva da classe trabalhadora – do ser social que trabalha e é explorado – e lutar por uma sociedade para além do capital!”. O próprio nome não poderia ser mais expressivo: em vez de um “grupo de estudos” do marxismo, como muitos que pululam dentro das universidades pelo País afora, trata-se de um “centro de difusão” do comunismo, o que revela o seu papel de militância política e não de estudo apenas teórico.
Diante desse aparelhamento político da universidade, um advogado de São Luís do Maranhão, Pedro Leonel Pinto, entrou com uma ação popular contra o centro comunista e conseguiu que a Justiça Federal suspendesse o custeio de suas atividades por parte da Universidade Federal de Ouro Preto, que ficou impedida de fornecer professores e disponibilizar suas dependências para as atividades do centro. Todavia, a única medida que deve ter surtido efeito prático foi a suspensão do pagamento das bolsas de extensão para os ativistas do centro, pois a pregação comunista continuou dentro da própria universidade, a despeito da decisão da Justiça.
De 24 de abril a 10 de julho último, por exemplo, o Núcleo de Estudos Marxistas da Federal de Ouro Preto, vinculado ao CNPq, promoveu um encontro sobre a obra do marxista húngaro István Mészáros, realizado nas dependências do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas da universidade. Nos cartazes de divulgação das palestras aparece a frase: “Em apoio ao Centro de Difusão do Comunis­mo”. No mês de maio, também nas dependências do instituto, foi realizado um “Encontro com os Traba­­lhadores”, envolvendo quatro sindicatos, promovido pelo Curso de Serviço Social em apoio ao Centro de Difusão do Comunismo. No cartaz de divulgação do evento, uma frase desafiadora: “Ação judicial nenhuma vai impedir nossa luta ao lado dos trabalhadores”.
Minorias com verbas milionárias
Não se trata de um caso isolado, mas de uma tendência. Pelo Brasil afora, núcleos de estudantes de pós-graduação ou graduandos com bolsa de iniciação científica engrossam as fileiras de movimentos como a Marcha das Vadias, a Marcha da Maconha, o Movimento Passe Livre e os black blocs, geralmente associando a militância política com as atividades discentes. O movimento gay, o movimento negro e o movimento feminista são os que mais se beneficiam da doutrinação ideológica que impera nos meios acadêmicos. Hoje, na área de humanidades, não faltam linhas de pesquisa destinadas aos estudos de raça e de gênero, que se tornaram até mais atraentes do que os estudos de classe das velhas gerações do marxismo ortodoxo, calcado no materialismo histórico-dialético.

O próprio movimento negro, que tem raízes numa luta justa contra o racismo, especialmente nos Estados Unidos, adquiriu contornos claramente artificiais, chegando a ser ele próprio segregacionista ao tratar o branco como inimigo e o mulato como um ser desprezível, que só é digno de respeito caso se assuma como negro. No excelente livro “Uma Gota de Sangue”, o geógrafo e sociólogo Demétrio Magnoli disseca a criação artificial de minorias pelo mundo afora, num levantamento à altura dos estudos do economista norte-americano Thomas Sowell, que, analisando as ações afirmativas de países como Estados Unidos, Índia, Ni­gé­ria, Sri Lanka e Malásia, de­monstra a ineficácia das políticas pú­blicas que visam a emancipar as mi­norias e, no mais das vezes, acabam produzindo injustiças e conflitos.

E o que é mais grave: muitas dessas minorias só tomam consciência de si, criando uma história que nunca tiveram, por meio do discurso ideológico produzido nas universidades e fomentado com recursos de poderosas fundações privadas, como a Fundação Ford. De­métrio Magnoli descreve esse fenômeno: “Diferentemente das nações, que emanam de um processo complexo de fabricação de uma história, uma literatura e uma geografia, as ‘minorias’ da globalização emergem apenas de uma postulação étnica superficial. Nações podem até ser interpretadas como imposturas, mas são imposturas nas quais o povo acredita. As ‘minorias’, em contraste, são imposturas nas quais nem mesmo os impostores acreditam”.
Para Demétrio Magnoli, as elites multiculturalistas que formam essas minorias artificiais “não precisam de apoio popular, pois a sua legitimidade se conquista nos salões suntuosos das instituições internacionais”. O autor mostra que só a Fundação Ford destinou 280 milhões de dólares, em 2001, para criar programas de pós-graduação voltados para a formação de “lideranças emergentes de comunidades marginalizadas fora dos EUA”. Segundo outras fontes, de 1962 a 2001, a Fundação Ford investiu só no Brasil 347 milhões de dólares, em valores corrigidos pela inflação. Magnoli afirma que “as subvenções da Fundação replicaram nas universidades brasileiras os modelos de estudos étnicos e de ‘relações raciais’ aplicados nos EUA e consolidaram uma rede de organizações racialistas que começaram a produzir os discursos e demandas dos similares norte-americanos”.
Atentado à dignidade humana
Ora, se até o histórico movimento negro já está perdendo suas raízes legítimas e se tornando um engenho ideológico da academia, o que dizer de movimentos sem qualquer lastro histórico, como a Marcha das Vadias? Tanto no Canadá, onde teve origem, quanto no Brasil, que imita tudo, essa marcha é pura consequência dos estudos de gênero que se disseminaram pelas universidades de todo o mundo. Vá lá que, em metrópoles como São Paulo ou Nova York, onde existem tribos para todos os gostos, esse tipo de marcha pudesse surgir espontaneamente (e nem isso ocorre). Mas o que dizer da modesta cidade de Jataí, no interior de Goiás, com seus 93.759 habitantes? Lá, a “Marcha das Vadias” só existe porque conta com o apoio do Campus UFG, por meio de um grupo de extensão sobre gênero, direitos e violência.
O extremismo ideológico que grassa nas universidades pode chegar ao ponto de destruir a própria dignidade humana, equiparando-se aos experimentos de Joseph Men­gele no ápice do terror nazista. Em 29 de maio último, os alunos do curso de Produção Cultural da Universidade Federal Fluminense, como parte da disciplina chamada “Corpo e Resistência”, promoveram no Campus de Rio das Ostras o evento “Xereca Satânica”, em que, a pretexto de denunciar o alto índice de estupro, uma mulher teve a vagina costurada no meio da festa. Depois que o evento foi denunciado na grande imprensa, a Polícia Federal chegou a abrir inquérito para apurar responsabilidades, mas provavelmente a investigação não dará em nada, esbarrando na apregoada liberdade estética de seus promotores.
Mais espantoso do que o próprio evento foi a defesa que se tentou fazer dele. O coordenador do curso de Produção Cultural da Universidade Federal Fluminense, Daniel Caetano, graduado em Cinema e doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade, explicou que a mulher que teve a vagina costurada integra um coletivo de Minas Gerais que foi ao Rio especialmente para participar do evento. E acrescentou: “É um coletivo que está habituado a fazer performances como a que aconteceu, feitas para chocar a sensibilidade das pessoas e fazê-las pensar sobre seus próprios limites”. Ora, se é para testar limites, que se acabe com a tal Comissão da Verdade e se contratem torturadores da ditadura para fazer performances nas universidades.
Daniel Caetano foi ainda mais longe, afirmando taxativamente: “Embora não tenham sido feitos ‘rituais satânicos’ e o título do evento fosse essencialmente provocativo (ao contrário do que o jornalismo marrom afirmou), precisamos dizer que não haverá de nossa parte qualquer censura a atos do gênero”. E desafiou: “Qualquer pessoa em cargo público que porventura se posicionar contra a performance será por nós inquirida acerca de suas atitudes prévias contra os estupros em Rio das Ostras”. Engraçado é que essa gente, quando se trata de combater criminosos armados, sempre fica contra a polícia, alegando que violência não se combate com violência. Mas na universidade ensina a combater o estupro estuprando – o corpo, a inteligência e a dignidade humana.
Efeitos negativos na educação básica
Mas engana-se quem pensa que essa ideologia destrutiva fica restrita às universidades e afeta apenas a qualidade do ensino superior. Ela tem graves consequências na sociedade, especialmente em áreas como saúde e educação. Esse tipo de ativista, até por integrar coletivos ideológicos, participando de amplas redes de relacionamento acadêmico, acaba fazendo especialização, mestrado, doutorado e se tornando autoridade pedagógica, indo pontificar na educação básica sobre gênero, minorias, exclusão. Em que outro lugar um especialista em costurar vagina e teorizar sobre isso arranjaria trabalho? Só mesmo nas Secretarias de Educação, onde poderá pontificar sobre teoria de gênero e “heteronormatividade burguesa”, coordenando a distribuição de camisinhas e kit gay.
Agora pensem quantas camisinhas não dá para distribuir nas escolas com 10% do PIB para gastar? É por isso que, antes de se investir essa fabulosa soma de recursos na educação, seria preciso combater a doutrinação nas escolas. É evidente que o conhecimento não é absolutamente neutro e o professor ou o autor de um livro, na relação com seus alunos e leitores, fatalmente há de misturar alguma crença pessoal em meio aos fatos que leciona. Mas justamente por reconhecer essas limitações humanas, é que a ciência sempre se esforçou para criar métodos que afastassem ao máximo a inevitável subjetividade do indivíduo – e a educação, que serve à ciência e dela se serve, tam­bém esposou esse mesmo prin­cípio, inculcando no mestre a necessidade de cultivar a imparcialidade.
Mas, hoje, ocorre o contrário: ancorando-se em pensadores como o pedagogo Paulo Freire e o filósofo Michel Foucault, o ensino se tornou um instrumento das mais diversas lutas políticas, transformando as escolas num feirão de experimentos de gueto, em que cada minoria julga-se no direito de ter o seu português, a sua matemática, a sua história, a sua geografia, a sua literatura, dilapidando o patrimônio comum que tornou possível o surgimento das grandes civilizações ao longo da história.
Seminário contra a doutrinação
Felizmente, já surgem reações a essa destrutiva politização do ensino. Exemplo disso é a ONG Escola Sem Partido, fundada e coordenada pelo jurista Miguel Nagib, à frente de um grupo de pais e alunos que lutam contra a doutrinação nas escolas. Além do blog que leva seu nome e acumula dezenas de estudos de caso de doutrinação, a ONG realizará na próxima quinta-feira, 24, em Brasília, o I Congresso Nacional so­bre Doutrinação Política e Ideológica nas Escolas, em parceria com a Federação Nacional das Escolas Particulares. O evento será sediado no Colégio Ciman, em Brasília, e terá transmissão ao vivo pela internet, no site da Fenep. O filósofo Olavo de Car­valho será um dos palestrantes, por videoconferência, diretamente dos Estados Unidos, onde reside.

Um fato que chama a atenção no seminário é a presença de professores universitários com doutorado, numa prova de que a fortaleza ideológica da esquerda no ensino superior não é inexpugnável. Luís Lopes Diniz Filho é doutor em Geografia pela USP, professor do Depar­tamento de Geografia da UFPR e autor dos livros “Funda­mentos Epistemoló­gicos da Geografia” (2009) e “Por uma Crítica da Geografia Crítica” (2013). Bráulio Porto de Matos é professor da Faculdade de Edu­cação de Brasília, mestre e doutor em sociologia pela UnB e pós-doutor pela University of Sussex, além de autor de “Pedagogic Authority and Girard’s Analysis of Human Vio­lence” e co-autor de “A Pós-Gra­du­ação no Brasil – Formação e Tra­ba­lho de Mestres e Doutores no País”.
O medievalista Ricardo da Costa é professor do Depar­ta­mento de Teoria da Arte e Música da Uni­ver­sidade Federal do Es­pí­rito e doutor pelo Institut Su­perior d’Investigació Coope­ra­tiva Ivitra. Trajano Sousa de Melo é promotor de Justiça do Minis­tério Público do Distrito Federal e Territórios. Ana Caroline Cam­pagnolo é mestranda em História na Universidade do Estado de Santa Catarina e foi professora de História na rede de ensino pública e privada de seu Estado. Miguel Nagib é advogado e o idealizador de tudo isso. Este que vos escreve completa o quadro de palestrantes. E levo comigo Durkheim, que profeticamente alertava: “De que serviria uma educação que levasse à morte a sociedade que a praticasse?”.


Publicado no Jornal Opção.

José Maria e Silva é sociólogo e jornalista.